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Hoje, 21 de setembro, aniversário de 40 Anos de Alphaville. Aqui, sua história.

setembro 21, 2013 9:47 am by: Category: Alphaville, Barueri, Brasil, Santana de Parnaíba A+ / A-

Fotos do acervo da Newsville, fornecidas pela SCS/Barueri

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Alphaville, o bairro idealizado e implantado em 21.09.1973, pela extinta Construtora Albuquerque, Takaoka S.A, de propriedade dos engenheiros Renato de Albuquerque e, do já falecido, Yojiro Takaoka, na data de hoje completa 40 anos.

Sua implantação aconteceu na Alameda Rio Negro, que pode ser vista acima, com as alamedas Rio Negro, Araguaia, Tocantins e Madeira, e o famoso canteiro central, com a palavra Alphaville edificada em concreto como monumento de entrada do bairro.

A primeira empresa HP – Hewlett Packard – a se instalar em Alphaville, foi exatamente ao lado deste canteiro que, inicialmente era uma rotatória, e outras empresas vieram. O Centro Comercial, também foi iniciado, com apenas 4 edificações sendo construídas e, cresceu muito, como se vê na foto abaixo.

Alhaville 21.09_1

 

Segundo o engenheiro Renato de Albuquerque, em entrevista que concedeu à nossa editora Newsville, para a então revista Newsville quando Alphaville fez 20 anos, ele e Yojiro Takaoka, jamais imaginaram que o empreendimento que estavam lançando virasse esta potência, tivesse este desenvolvimento rápido e intenso e desmebramentos por todo o Brasil e até em Portugal. Ele nos contou que a criação do residencial Alphaville 1, no final da Alameda Rio Negro, foi uma decisão da construtora para acomodar com moradias, os empresários e seus funcionários, que seriam os pioneiros no bairro. Nesta época, segundo ele, o sócio Yojiro Takaoka ia, com a jornalista que editava o jornal da construtora (Giorgia Marcucci do Jornal de Alphaville), até Barueri buscar pão francês em uma padaria, de madrugada, e faziam entrega, pessoalmente, nas primeiras casas do residencial Alphaville 1, de forma a dar um suporte aos que vinham aqui morar.

Não existia nada, para os pioneiros. Então, foram chegando primeiro: o mini mercadinho apelidado de “Redondo”, na Alameda Araguaia ,e no Centro Comercial, no portão 1 da Alameda Madeira, a video locadora Video Ville, a Imobiliária Guizzardi, a Farmácia Patrícia e o restaurante La Rocca. Estes eram os únicos pontos de apoio e de encontro da época.

O sucesso de vendas do Alphaville 1, foi grande, a ponto da construtora fazer o lançamento do Alphaville 2, também residencial. Seus lotes tinham o tamanho mínimo padrão de 900 metros quadrados. As vendas deste segundo residencial foram muito rápidas. E, isto estimulou a compra, pela construtora, de terras que seriam da fazenda Tamboré, da família Penteado, onde se iniciou a avenida Alphaville, que hoje é chamada por Yojiro Takaoka.

Esta iniciou-se com uma só pista asfaltada, pois a outra, era de terra, que fazia divisa com o Alphaville 1, e chegou, primeiro no trecho onde foi criado o atual Centro Administrativo do Bradesco, na esquina da Avenida Andrômeda. Mas, ainda era só, e avançou mais, só com esta pista asfaltada, até o trevo do residencial Alphaville 3, há 34 anos atrás, onde o plantão de vendas ficava onde hoje é o Shopping Iguatemi, na entrada da Alameda Rio Negro. O lançamento deste residencial foi sucesso absoluto, vendendo todos os 900 lotes, que já eram de 360 metros quadrados em menos de uma semana. Esta editora, que vos fala agora, Gláucia Poppe, foi uma das compradoras de 1 lote e meio, dos 3 últimos lotes, no último dia do plantão, onde mora até hoje.

Logo em seguida, viria o lançamento do Alphaville 4, e assim, foi. Hoje são, com a marca Alphaville: 0,1,2,3,4,5,6,8,9,10,11,12, 18 do Forte, Burle Marx, Conde e Plus. “Só não teve 7 e 13, por motivo de superstição dos corretores imobiliários da época, que pediram à construtora que não usasse estes números, que segundo eles, dificultariam as vendas”, segundo Renato de Albuquerque.

Sucesso absoluto de vendas, o empreendimento Alphaville cresceu, paralelamente a outros que impulsionou. Os primeiros, pertencentes à Construtora Tamboré, que teve parte das terras da sua fazenda, para lançamentos próprios, aproveitando a infraestrutura que Alphaville já possuia. Começaram os residenciais Tamborés, pelo 1. Hoje, são, em regime de associação de moradores, os Tamborés 2,3 e 10 (este também chamado de Terras Altas), os  4,5,6,7, e Quintas do Tamboré, em regime de condominio. Depois, outros vieram também como associações de moradores, com os nomes de Melville,  Gênesis I e II,  Alpha Sitio e Vila Sollaia, e como condominios horizontais, Up Town Housing e Scenic.

Nesta diferença entre ser um residencial fechado, com a condição de associação de moradores ou condomínios, é que na primeira, as ruas, portarias e praças, estão em terrenos que pertencem às prefeituras das duas cidades, Barueri ou Santana de Parnaíba, por ser loteamentos. Alguns deles, feitos em terrras indígenas no passado, sendo da União, com cobrança das taxas de Fôro e Laudêmio. Os que foram construídos em condição de condomínios, estão em terrenos particulares, e pelo código civil, são regidos pela Lei de Condomínio. No caso das associações, para proteger as edificações das portarias, inicialmente construídas pela construtora e depois, muitas delas ampliadas e reformadas pelas associações, há muitos anos atrás, foi concedido regime de comodato, por um período de 49 anos, a ser renovável, primeiro pela Prefeitura de Barueri e, logo em seguida, pela Prefeitura de  Santana de Parnaíba. Mas, para proteger, de duas tentativas, uma há 26 anose outra em 2012, de emancipação do bairro de Alphaville, junto com o Tamboré, de Barueri e de Santana de Parnaíba, o ex-prefeito Rubens Furlan, quando foi deputado estadual, criou uma lei que dificulta, mas não inviabiliza, este desejo de parte dos moradores de Alphaville. Como principal condição para se pleitear  a emancipação de Alphaville e torná-lo um município, deverá ter um plebiscito, consultando todos os eleitores das duas cidades, além de ter que estar em condição de ‘bairro’ (o que deve ser solicitado via Câmaras Municipais), pois isto Alphaville não é até hoje e, caso vire um município, ainda terá que dar parte de sua receita às duas cidades por um prazo pré-determinado. Difícil, mas não é impossível. Principalmente porque, hoje Alphaville tem mais de 80 mil moradores, em mais de 100 edifícios residenciais e 32 residencias horizontais, com cerca de 8600 casas. Seu eleitorado está aumentando muito.

Mas, o que se tornou o maior problema de Alphaville, foi uma infraestrutura viária, aquém da demanda, o que vem crescendo, em problemas, há mais de 20 anos. Alphaville acoplado ao Tamboré, no seu “boom imoblilário, impulsionado também pela “Lei de Incentivos Fiscais”, trouxe muitas empresas, tanto na condição de indústrias, como na condição de edificios de pequeno, médio e grande porte, comerciais. Como se pode ver na próxima foto.

alphaville_21.09_2Passou a ser um grande pólo de negócios, o que obrigou que a Rodovia Castelo Branco fosse ampliada, o que também gerou a construção de praças de pedágio que, inicialmente, incomodarão muito aos moradores de Alphaville e Tamboré, agora, já acostumados com mais esta taxação.

Em termos viários, o bairro ganhou, como obras municipais,  uma passagem de nível na Alameda Araguaia, uma ponte sobre o Rio Tietê, como prolongamento da Alameda Tocantins, um elevado no muro lateral do residencial Tamboré 1, a avenida Via Parque, que terá uma prolongamento já iniciado, ainda em obras, até o trevo da Yojiro Takaoka com a Avenida Marcos Penteado de Ulhôa Rodrigues, que também ganhou uma avenida que a liga à Rodovia Anhanguera n aaltura de Cajamar. No ano passado, ganhou, uma nova avenida em continuação à Alameda Tucunaré, para se ligar a um projeto de viaduto sobre a Castelo Branco, que neste mês, começou a ser contruído, logo após, no mesmo local, ter sido aberta uma nova entrada pela Castelo, ligando-se à Alameda Araguaia. E, agora, em fase final, prestes a ser inaugurada, uma ponte estaiada, ligando o bairro da Aldeia de Barueri ao bairro de Alphaville, que continuará na Estrada da Aldeinha, em direção à Rodovia Castelo Branco.

Alphaville e Tamboré, possuem seus polos empresarias, industriais e comerciais, que já se misturam a edifícios residenciais. As redes hoteleiras inicialmente chegaram timidamente, mas agora, estão vindo em “massa”, idem para a história da chegada dos super e hipermercados e shoppings centers.

O resultado disto tudo foi a saturação do bairro, com serviços de todas as naturezas, o que lhe deu independência total de São Paulo capital, mas também, lhe trouxe os problemas da metrópole, onde o principal é o viário.  Mas, a consequência maior, foi o enriquecimento das duas cidades, Barueri,  principalmente, e Santana de Parnaíba, que há anos, quando criaram  e adotaram leis de incentivo fiscal, com baixos valores de ISS – Imposto Sobre Serviço –  atraiaram empresas e negócios para Alphaville e Tamboré, com impostos que mudaram a condição financeira das duas cidades, que são disputadas, politicamente, principamente, de 2002 para cá, por grupos políticos que se desmembraram, e que “guerreiam” pelo poder das cidades.

Mas, o maior faturamento vem da presença da Petrobrás, instalada em Alphaville às margens da Castelo Branco,  para Barueri, o que talvez chegue a cerca de 70% do total. Mas, com a decisão da presidente Dilma Roussef, de igualar a taxação de ISS em todas as cidades do Brasil, pólos como Alphaville e Tamboré, não serão mais “paraísos fiscais” que tiraram muita arrecadação de outras cidades, o que é o caso da capital São Paulo, medida esta que poderá vigorar em 2014.

Já se fala, à “boca pequena”, que  a própria Petrobrás, poderá buscar outro espaço maior, em outro lugar, o que se confirmado, derrubará a principal arrecadação de Barueri.  Mas, com relação a esta informação, trabalharemos no sentido de buscar fontes oficiais, para confirmar ou não esta notícia de grande relevância, caso seja verdadeira. Por enquanto, mais uma informação, dentre tantas que correm por estes 40 anos de vida ‘pseudo interiorana’ de Alphaville.

Hoje, o bairro possui cerca de 150 mil pessoas em condição de população flutuante, chegando a uma circulação total de cerca de 200 mil pessoas/dia, um perfil de cidade e não de distrito, porque nem bairro ainda é. Mas, Alphaville é uma prova viva de que uma idéia bem articulada, em uma área metropolitana,  com potencial de expansão, é mesmo um grande ‘milagre’ imobiliário. Hoje, disseminado por todo o Brasil, com a Marca Alphaville, com sua extensão em Portugal, e com seus vários clones, com outros nomes, espalhados para todos os cantos, começando daqui, a Alphaville ‘pioneira’.

“Parabéns, Alphaville!”, é o que mais se ouvirá até o final do dia de hoje. Com suas virtudes e defeitos, ainda é o maior exemplo de sucesso e “boom” imobiliário de todo o território nacional.

 

 

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