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Hoje, 21 de setembro, aniversário de 47 Anos de Alphaville. Aqui, a história da sua implantação..

setembro 21, 2020 12:01 am by: Category: Alphaville, Barueri, Brasil, Santana de Parnaíba, São Paulo A+ / A-

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Foto: Alphaville Urbanismo - Alameda Rio Negro em 1973, ao centro rotatória da Alameda Araguaia. Ao fundo, rodovia Castello Branco

Tudo começou no dia 21 de setembro de 1973. Há 47 anos começava, em Barueri, o primeiro Alphaville do Brasil.

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Foto: Aérea Secom de Barueri / Acima, Alameda Rio Negro na atualidade a partir da rotatória da Alameda Araguaia. Ao fundo, Alphaville Residencial 1

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Fotos e parte do texto: Pertencentes ao Arquivo do Guia Newsville 1998/ Editora Newsville, fornecidas e autorizadas na época da edição pela Construtora Albuquerque, Takaoka S.A. Créditos obrigatórios no caso de reprodução. Texto agregado e montagem: Gláucia Poppe/ Editora Newsville para o Diário de Alphaville

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Alphaville começou em 21 de setembro de 1973, na cidade de Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo, à 24 km do Marco Zero da Praça da Sé, para ser uma área estritamente empresarial, exatamente como aparece na foto, com ligação direta com a Rodovia Castelo Branco. No entanto,  a empresa pioneira a se instalar na Alameda Rio Negro, a HP – Hewlett Packart, em função da distância com a capital São Paulo,  solicitou à Construtora Albuquerque, Takaoka S.A.,  o ‘Empreendedor’, a criação de uma área residencial, até então não programada. Foi então, projetado e implantado o Alphaville Residencial 1, exatamente ao final da Alameda Rio Negro. Esta avenida, com 60 metros de largura, que se mantém assim até hoje, 47 anos depois,  junto com a Alameda Araguaia, foram as espinhas dorsais do início do bairro.

Neste início, 21 de setembro de 1973, o ‘Empreendedor’ implantou as benfeitorias urbanas, tradicionalmente da alçada dos poderes públicos, porque o município de Barueri, que era considerado então, uma ‘cidade dormitório’, não possuía condições econômicas para tal, muito menos para uma área ainda sem ocupação. O ‘Empreendedor’ obedeceu as normas públicas de infra-estrutura urbana, já que estaria doando à municipalidade as redes elétrica, de esgoto, de água potável, arruamento público e outras, e criou ainda, normas contratuais de uso do solo, para todos os que adquiriam lotes, empresariais, comerciais e residenciais.

Criaram-se as Associações de Moradores, cada qual com sua própria administração, hoje muitas superam arrecadação anual de mais de R$5 milhões de reais por residencial. Diferentes do Condomínios que foram chegando depois, cujas regras fazem parte do Código Civil. Duas condições diferentes de administração que existem até hoje.

Em 1974, o primeiro a ter sua ocupação, foi o chamado ‘Alphaville Empresarial’. Depois da HP,a primeira empresa e edificação do bairro, outras sedes administrativas de grandes empresas nacionais e multinacionais, galpões, indústrias e escritórios tinham que obedecer a principal exigência de não serem poluentes, para se instalar, e o fizeram.

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Logo, os pioneiros proprietários  do lotes residenciais do Alphaville Residencial 1, começaram as suas construções. Neste residencial,  as calçadas foram construídas em concreto, junto com gramados e eram permitidas cercas e portões frontais, resguardando a trecho de calçada. Por esta razão, ainda hoje, cerca de 140 casas, das mais de 900 já construídas no Alpha 1, como é conhecido, tem este perfil. No Alphaville Residencial 2, as calçadas se mantiveram. Nos demais, as ruas se estreitaram e as calçadas desapareceram, um grande erro cometido que hoje dificulta a vida de pedestres, inclusive moradores que gostam de se exercitar, andando pelas alamedas dos seus residenciais.

Em entrevista feita há anos atrás, com um dos sócios fundadores empreendedores, o engenheiro Renato de Albuquerque,  exclusiva para a revista Newsville, para esta editora, o mesmo contou que o seu sócio Yojiro Takaoka, acompanhado de uma funcionária da construtora, no início do Alphaville Residencial 1, fazia pessoalmente, compra de pães e leite, em Barueri, para entregá-los logo cedo, nas casas dos moradores pioneiros.  Era uma forma de tornar mais amena a falta de infra-estrutura local que foi, aos poucos, iniciando-se no Centro Comercial Alphaville e no seu entorno. Foram pioneiros no comércio, o restaurante La Rocca, uma video locadora, uma imobiliária, instalados logo na entrada do Portão 1, na Alameda Madeira. E, no lado oposto, ao final da Alameda Purus, na esquina com a Alameda Araguaia, uma edificação apelidada de ‘Redondo’, teve um mini mercado e uma farmácia, que junto com uma padaria instalada na Alameda Araguaia, formaram o primeiro centro de apoio de compras e ‘ponto de encontro/lazer’ de Alphaville, muito frequentados pelos moradores da época. Depois disso, veio a extensão do bairro em direção ao município de Santana de Parnaíba, pela Avenida Alphaville que depois passou a se chamar Avenida Yojiro Takaoka em homenagem póstuma a um dos fundadores do bairro.

Por esta avenida viriam os Alphaville 3,4,5,6 (não tem 7), 8, 9, 10, 11, 12, Conde, Plus, 18 do Forte, Alpha Sítio, Burle Marx. Surgiriam os residenciais Alpha Zero, Melville,  Tamborés 2 e 3. O caminho para condomínios como o Up Town Housing, Scenic, Gênesis I e II, Valville I e II. Surgiria outra avenida, a Marcos Penteado de Ulhôa Rodrigues, com os residenciais Tamborés 4, 5, 6, 7, 10, Quintas de Tamboré, com vários condomínios residenciais, como também são vistos na Avenida Marte e, seguindo o exemplo dos pioneiros que vieram junto com o Alphaville 2, ao seu lado e do Alphaville 1, no Centro Empresarial Alphaville, aquele onde tudo começou. Os mais recentes, são os residenciais Villa Solaya e o Tamboré 11.

Depoimento

“Nada de casas. Indústrias! Foi a resposta que o engenheiro Renato Albuquerque ouviu do então prefeito de Barueri (SP) quando, em 1973, lhe apresentou o projeto de um novo loteamento no município. Para buscar uma solução, ele se reuniu com o amigo e sócio Yojiro Takaoka. Resultado: o primeiro centro empresarial do Brasil para indústrias não poluentes. Logo, eles notaram que quem passou a trabalhar ali precisava de moradias mais próximas da região. As pessoas queriam mais qualidade de vida, e assim veio o Alphaville Residencial. O condomínio tornou a cidade um polo econômico, consolidando um conceito de urbanismo sustentável que se espalhou pelos quatro cantos do país.
O primeiro residencial já era resultado de um novo desenvolvimento na região, mas também colaborou para que tudo por ali se transformasse ainda mais. Os terrenos que não haviam sido vendidos viraram casas, feitas por iniciativa do próprio Dr Renato. Aos compradores que ainda estavam construindo suas residências, ele sugeriu morar nas que estavam prontas até que as suas fossem concluídas. Sem aluguel. Claro que todas as casas ganharam moradores, e depois outros… e outros, conforme as pessoas iam se mudando para as quais elas mesmas construíram. Assim, o residencial foi ganhando forma. Todos queriam morar em Alphaville.”
(Fonte: Alphaville Urbanismo).

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 Foto: www.economia.uol.com.br

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